O Espírito Áspero e a Acentuação na Linguagem Clínica: Valor e Aplicações da Gramática Sincrónica
Terça, 01 Março 2011 11:27
"O Espírito Áspero e a Acentuação na Linguagem Clínica: Valor e Aplicações da Gramática Sincrónica"
Mestre Ramiro Délio Borges De Meneses
(Professor Adjunto do IPSN e Professor no ISCS-N)
(Anfitrião: Hassan Bousbaa, CICS/ISCS-N)
Organização e local:
04 de Março, 12h00, Anfiteatro II, Edif. II
Centro de Investigação em Ciências da Saúde - Unidade de I&D do ISCS-N
Resumo:
Deve-se a Aristófanes de Bizâncio a invenção do sistema de inflexão, usado no grego clássico, para auxiliar na ortoépia, porque o sistema de entoação e de compasso do grego arcaico e clássico estava originando o sistema do grego "koiné", com base na flexão oral. Este também foi um período em que o grego, com o despertar das conquistas de Alexandre, o Grande, estava a crescer como língua do Mediterrâneo Oriental (em substituição das línguas semíticas). Os acentos foram criados para auxiliar, pela flexão da pronúncia do grego, nas obras literárias mais antigas. Ele foi também o inventor de uma das primeiras formas de pontuação, no século III a.C., com o uso de pontos exclusivos (distinctiones) para separação dos versos (colometria) e que indicavam a respiração necessária para completar cada fragmento do texto, ao ser lido em voz alta (os quais não tinham nenhuma relação com as regras gramaticais, onde seriam utilizados os sinais de pontuação, somente milhares de anos mais tarde). Surge, na verdade, com Aristófanes de Bizâncio (257 a.C. - 185 a.C.), a origem da prosódia, sendo um lexicógrafo, gramático e humanista , particularmente pelos trabalhos sobre Homero , onde não só mostrou grande erudição, mas também pelos seus manuscritos sobre outros autores clássicos, como Píndaro e Hesíodo , tendo definido o espírito áspero ou forte, bem como o espírito brando, que implicam elevado significado no domínio da linguagem clínica.